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A mostrar mensagens de abril, 2020

Dia 25 de Abril, Dia da Liberdade

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Vejam este maravilhoso vídeo realizado pelo meu Professor e amigo Bruno Marques da Silva. Mais uma vez, a Mariana Martins dá a voz ao meu texto de forma magnífica! Um obrigada à Professora Maria João Cartaxo por nos ter envolvido a todos neste projeto, dedicado ao Dia 25 de Abril, o Dia da Liberdade. Com a Revolução de 25 de Abril de 1974, o povo português retirou a venda negra dos seus olhos, soltou-se do que o amarrava ao chão, renasceu e alcançou-se. A liberdade que conquistámos permitiu-nos revelar a arte escondida em cada um de nós! Essa liberdade fez de nós inventores e exploradores. Tornou-nos em personagens de papel, fomos e somos história, tornou-nos na própria tinta, para que fôssemos capazes de dar cor à terra, ao mar e até ao nosso próprio rosto. De cravo na mão ou junto ao coração, lá foi o povo português a correr pelas ruas, falando e cantando o que lhe vinha na alma. Hoje, Dia da Liberdade, penso muito nos artistas, que em tempos foram tão si...

Ovar...mantém-te de rosto sereno

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Agradeço imenso ao meu Professor e amigo Bruno Marques da Silva pelo vídeo magnífico que realizou e à Mariana Martins por ter declamado o meu poema de forma ímpar, bela e profunda. Mais uma vez, muito obrigada aos dois. Beatriz Afonso Poderão também encontrar o vídeo no youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=1asEL-7UCA8 Ovar… Acordas sempre de rosto sereno! Como cobertor, usas o nosso mar. Despedes-te de nós com um aceno, Soprando os barcos lentamente Até que a noite se deixe levar… Mas, estes tempos deixam-te triste. A chuva que cai são as tuas lágrimas. Deixam-se fundir e tornam-se correntes Repletas de verdades transparentes! Afasta a sombra que te cerca. Torna a contar-nos histórias! Até lá… Lembrar-me-ei da tua voz. Até lá… Dançarei a sonhar contigo Ovar. Recordarei as melodias floridas, Que gostas sempre de cantar. Ovar…mantém-te de rosto sereno. Acende as velas que foram apagadas… E, por favor, mantém as r...

Mar Eterno

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Ó meu Mar, Mar Eterno… És demasiado perfeito! As tuas ondas vão e vêm. Cobrem a areia, que saboreia a espuma. Apagam ao de leve as pegadas De gentes apressadas. Ó meu Mar, Mar Eterno… Quero ser como tu. Ser emoção. O teu encanto torna-te surreal! Espero ser uma das tuas gotas Ou as tuas algas e rochas. Até me contento... Em ser os castelos na areia ou as conchas, Que são usadas como amuletos Feitos com os meus próprios segredos! Ó meu Mar, Mar Eterno… Deixa-me sonhar para renascer. Deixa-me navegar e ajuda-me a crescer. Guia-me com os teus chamamentos hipnotizantes. Abraça-me para que possa dar nome A terras deslumbrantes. Beatriz Afonso (A imagem foi retirada da internet. Todos os direitos reservados ao autor)

Música

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A Música envolve-nos e afasta-nos, Do grande mal que nos trama. Das feridas, que nos marcam... Mas, que mais tarde saram! Música é o sol, o sol que ilumina. Que nos aquece e protege, Das trevas que nos castigam. Música é a lua, a lua que nos colhe... Adormecendo-nos com pó, De sonhos e belas histórias! Música é a voz, é a melodia Que preenche o espaço que nos domina. Não são palavras desfeitas, são vivas... Que nos calam e nos guiam! "Música" é uma palavra doce e invulgar, Que nos resguarda e nos faz amar! Beatriz Afonso (A imagem foi retirada da internet. Todos os direitos reservados ao autor)

Tempo

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A verdade é que implico muito contigo, não é Tempo? Apesar de tudo, tenta não me levar a mal, porque afinal também marcas a minha pele. Aliás, nem tenho escolha, por isso...fiquemos por aqui. Gosto muito de refletir sobre a existência humana e no simples facto de que todos nós nascemos e morremos nos teus braços. És o centro de todos os meus pensamentos, dúvidas, perguntas, anseios, desejos, medos...enfim, é engraçado como todos os caminhos vão dar a ti. Por que me quer es ver partir um dia? Não sentes mesmo falta de ninguém? Como podes ser assim, Tempo? Mas, a culpa também é nossa, que agarramos e largamos os outros com uma facilidade tremenda. Tudo passa ao lado e quando nos damos conta, já se passaram anos: onde estão os outros? Por onde tenho andado? A vida tanto nos faz recuar, como avançar e o Tempo bem pode curar, bem pode adormecer num solo leve os infortúnios passados, mas depois leva de mim aqueles que mais amo. Quem me dera viver, sem ter de contar o tempo, sem ter d...